27 julho, 2007

Mas isso é loucura...

A pista de Congonhas tem 1940 metros. São dois quilômetros, sem respiro, pro piloto parar um avião de 62 toneladas a 250 km/h. SEM RESPIRO. Depois disso ele encontra a galera da Washington Luís e da Bandeirantes.

A pista do Galeão, no Rio, tem quatro quilômetros. O dobro de Congonhas. COM RESPIRO.
Eu tô impressionada que esse foi o primeiro acidente sério na pista de Congonhas, depois de tantas derrapadas, quase-caídas, além de um reverso aberto no meio do vôo em 96.
Agora, o aeroporto tá lá, igualzinho antes. Pista igual, mas o número de aviões caiu 70%.

Ninguém mais em seu estado mental normal voa por Congonhas. E eu voei Congonhas-Santos Dumont (outro aeroporto que não dá pra confiar). É loucura!

Agora, depois do acidente, parece tão óbvio que aquele aeroporto não tinha que estar ali. Todas as vezes em que eu estava em Moema e via os aviões voando 30 metros acima da minha cabeça. Dava a impressão que algum dia um deles ia entrar de bico no shopping Ibirapuera.

Agora, atravessar a Marginal Tietê às seis da tarde, com três horas de trânsito, pra ir até Guarulhos pegar um avião ficou até divertido....

25 julho, 2007

Bloqueios e auto-sabotagens

-A deadline é hoje, amiga. HOJE. São dez e meia da noite, escreve logo essa m....

- Tá, você já apurou, já falou com a galera, já sabe tudo do assunto, já... porra, sai do blog e vai escrever essa matéria!!!!!

- Outra deadline: terça que vem. Não! Segunda. Acredita que é segunda, amiga, aí pelo menos você dá uma respirada na segunda à noite, quando você resolver que tá mesmo na hora de escrever o texto todo.

- Já mandou a pauta? Já elaborou? Já sabe onde você vai achar? Já viu se... enfim, essa pauta é nova, pensa na outra, que tá aqui na sua frente! O papel em branco! Escreveeeeeee...

***escreve por favor e acaba com a minha agonia...***

Obrigada a todos por participarem da minha sessão terapêutica. Muito grata.

19 julho, 2007


Livro de receitas




Sanduíche


Pegue uma banana

corte-a longitudinalmente

Pegue uma fatia de mussarela ou outro queijo de sua preferência

coloque-a entre as duas metades da banana

Coma


......


Sopa


Pegue uma sopa

Pegue uma banana

corte a banana em rodelas

jogue-as dentro da sopa

Coma


.......


Ovo com arroz


Coloque três colheres de arroz no prato

Faça um ovo mexido, de preferência com um pouco de queijo

Corte uma banana em rodelas

jogue-as no prato

Coma


.......


Sobremesa


Banana com:


- Leite condensado

- Canela e queijo, cozida

- Sorvete

- Só banana, de preferência maçã

15 julho, 2007

Mundos paralelos

Vermelhos são legais

E eu fui de azul, mas os vermelhos eram muito mais legais.

Não entendi a mania de chapéu de turista...

28 junho, 2007

É logo ali

Carol: Juju, se prepara! Tô indo aí na próxima terça!
Juju: Terça??? Tipo, Terça daqui quatro dias?
Carol: Isso! Fico até domingo!
Juju: Beleza! E depois??
Carol: Ué, depois volto pra Nova York! Pro batente!

...


Juju: E aí? Você tem planos pra viajar, né?
Van: Pois é... pra Ohio
Juju: E quando pretende ir? Logo?
Van: Na quinta

...

Juju: Lili, querida! Tô aqui do lado do seu escritório. Quer almoçar?
Lili: Ai, Juju, nem vai dar...
Juju: Ah, pena... tem reunião?
Lili: Não, não... eu tô em Paris
Juju: PARIS?!?!??
Lili: É, eu e o marido resolvemos passar o aniversário dele aqui

...

Alejo: Quando você vem me visitar?
Juju: Assim que der tempo, dinheiro...
Alejo: No próximo final de semana?
Juju: Ah, sim, claro! Bogotá é logo ali!

...

Thomaz: Juju, amanhã to saindo da redação, acabou meu estágio.
Juju: E aí, vai fazer pra onde? Globo? Folha?
Thomaz: Vou pra Finlândia, ganhei uma viagem
Juju: !!!!! Que legal! Mas não tá indo, tipo, sábado, né? Tá todo mundo saindo assim, de susto!
Thomaz: Não, não! Vou daqui um mês, só... Antes vou dar um pulinho na Bahia
Juju: dst#&*hyf#$@%¨df$%$%¨fgfht¨&*!!!!!!!


Aaaaah! Vão todos vocês praquele lugar!

27 junho, 2007

O carro da besta

Caríssimos, eu não podia deixar de compartilhar momento tão sublime da quilometragem do carro com vocês.

Apreciem a numerária

19 junho, 2007

Avatares em polvorosa

Não entendo nada de Second Life - ainda. Mas morri de rir do caso da festa virtual da Globo, da qual alguns participantes foram expulsos por dançarem a dança do siri, do Pânico na TV!.

O que não há de bizarro nessa notícia? Era uma festa, mas não era. Tinha pessoas, mas não tinha. Eles foram expulsos, mas não foram! Chegamos a esse cúmulo: viver uma vida totalmente independente em uma dimensão virtual. Que loucura! Quem conhece Second Life, por favor me explique: o povo lá trabalha, compra coisas, namora, casa e tem filhos? Ou só faz isso quem quer?

Mas o mais legal é ver que grandes corporações, como a Globo, já entraram na onda. Eles fizeram uma festa de abertura virtual! E a festa lotou! Poxa, é no mínimo algo hilário, heheh! Enfim, pelo jeito isso é só o comecinho de uma vida paralela.

06 junho, 2007

A família careta de Lya Luft

"Perdoem-me os pais que se queixam de que os filhos são um fardo, de que faltam tempo, dinheiro, paciência e entendimento do que se passa - receio que o fardo, o obstáculo e o estorvo a um crescimento saudável dos filhos sejam eles"

Não há nada mais deprimente do que uma mãe agredindo seu filho. Outro dia vi uma dessas num posto de gasolina chamando a filha de "estrupício". Eu não consigo aceitar uma coisa dessas. Para quê ter filhos se vai tratá-los assim?

Eu concordo com a Lya Luft na coluna dessa semana na Veja quando ela diz que a família tem que ser careta - e explica o significado que deu a essa palavra. Pra criar uma família é preciso ter e dar disciplina, respeito, atenção e amor. É um equilíbrio sutil, muito difícil, mas é a base para uma família feliz. É claro que a gente sempre tem conflitos, afinal convive na mesma casa, é uma coisa muito intensa, mas exatamente por isso é preciso trabalhar muito para manter uma família feliz.

A frase acima diz muito sobre a atual visão que se tem de filhos: um gasto, um fardo, uma despesa. São coisas que não se pode ignorar. Se não há dinheiro, por favor não insista: seu filho vai mesmo se tornar um problema. De resto, é preciso ter muita vontade de se doar para ele, de dedicar 80% do seu tempo a ele. Se não for assim, com muita vontade, planejamento e controle nos gastos, não vale a pena pôr mais alguém no mundo.

Pra quem não me conhece, explico que não quero ter filhos. Não me sinto preparada, não tenho o dinheiro, o planejamento nem a disposição de dedicar tanto tempo da minha vida a outra pessoa. Acho que o fardo, o obstáculo e o estorvo ao seu crescimento saudável seria eu mesma, por isso escolho não ser nada disso. Em 30 anos essa opinião não mudou, então por enquanto continuo assim.

30 maio, 2007

My Generation, baby!

29 maio, 2007

Coisas inesquecíveis que fazemos na vida

- Falar com uma celebridade e no meio do papo perceber como você só está falando bobagens, e sair com cara de idiota

- Pegar o metrô às seis da tarde, passar pela Sé, se dirigir à zona leste, descer na estação Bresser, andar quinze minutos pela radial pra chegar à escola de dança

- Chegar na escola de dança e perceber que você levou tudo o que precisava, só faltou a calça. Não, não dá pra dançar de jeans.

- Abrir um bolo de laranja Pulmann

- Comer o bolo inteiro em duas horas, vendo TV numa tarde fria e se sentir culpada

- Lembrar que com 10 anos de idade você passava tardes inteiras na TV vendo filme e comendo potes de leite condensado com Nescau e não tava nem aí. Bons tempos...

- Ir ao cinema assistir Homem-Aranha 3 cheia de dores musculares, exagerar no Dorflex (quatro comprimidos) e ir tomar soro no hospital. Não lembro do final do filme...

- Concordar com o marido que empregada semanal é um luxo muito caro e cortar pra quinzenal. Aí chegar em casa e ver que você é uma pessoa incapaz de deixar suas coisas em ordem...

- Não consigo achar o pen drive pra baixar a foto da bagunça da sala e botar aqui. Vai ficar pra outra hora.

Tem as coisas boas inesquecíveis também

24 maio, 2007

Tributação indecente

São quase cinco meses trabalhando todos os dias só pra pagar impostos. Matéria do UOL mostrou o levantamento feito pelo IBPT. Agora, depois do dia 26, é que a gente começa a trabalhar pra pagar aluguel, telefone, etc. E só DEPOIS disso vamos pensar em comer, pegar ônibus, comprar uma blusa, e só DEPOIS é que a gente pensa em guardar algo pro futuro.

É tão revoltante que não dá nem pra entender como é que, mesmo com tudo isso de imposto, o Brasil aparece com crescimento sustentável. O que deve ter de gente sonegando não tá escrito. E o governo inventa novos impostos todo dia. Emprego formal é um luxo, já que pra contratar alguém o empresário paga quase o mesmo valor ao Fisco. Isso é algo ridículo: microempresários não conseguem se manter dentro da lei. É como se o governo implorasse pra ser passado pra trás.

Se a carga não fosse tão violenta, se restringisse a 15% do rendimento bruto, e se as multas de sonegação fossem mais severas (e aplicadas), acredito que a arrecadação poderia aumentar (sério! dá pra aumentar). E quem sabe, com mais organização, os serviços públicos poderiam efetivamente funcionar e não teríamos que pagar tanto seguro, plano de saúde e tudo o mais.

Me sinto vivendo numa daquelas casas visitadas pela Supenanny, com quatro crianças comandando a baderna, roupas e brinquedos espalhados pra todo lado, ninguém é de ninguém, mamãe não manda nada. Agora, se a babá consegue domar os pirralhos, o que impede o governo de botar ordem na bagunça?

22 maio, 2007

Estréia
Aqui embaixo está a minha matéria que saiu na Veja esta semana. A primeira de muitas, assim eu espero.


Ginástica

A Nike entra na dança
A gigante do material esportivo agora tem seu próprio programa de malhação
Juliana Guarany
Foto: Fabiano Accorsi












Aula da Nike numa academia de São Paulo: diversão e marketing


Os praticantes de aulas coreografadas, grande febre nas academias de ginástica, ganharam um aliado de peso. A empresa de acessórios esportivos Nike acaba de lançar sua primeira aula de dança no Brasil. Criada pelo coreógrafo americano Jamie King, o mesmo que cuida dos requebros de Madonna e Ricky Martin, a dança da Nike chama-se Dancehall e se inspira no raggamuffin (mistura de reggae com rap). Batizada de Nike Rockstar Workout, a aula por enquanto é ministrada em dez filiais de uma academia de São Paulo. Nos próximos meses, chegará a outras cidades brasileiras. As aulas coreografadas se tornaram hoje um grande negócio, tocado sobretudo por empresas multinacionais. Elas se baseiam no pressuposto de que as academias, para atrair e reter alunos, precisam oferecer a eles uma alternativa divertida à chatice dos exercícios convencionais. Pela primeira vez, no entanto, uma empresa do porte da Nike, com faturamento anual de 15 bilhões de dólares, entra nesse ramo. A opção parece lógica: em vez de apenas fornecer produtos aos freqüentadores de academias, a Nike instalou-se nelas para realizar suas ações de marketing. No exterior, a empresa há dois anos oferece aulas de dança em 35 países.
Com sua iniciativa, a Nike copia o modelo da empresa mais bem-sucedida do ramo das aulas coreografadas, a Les Mills, da Nova Zelândia. A Les Mills é especializada em criar e distribuir pelo planeta programas de malhação de diversos tipos, usando desde movimentos de lutas marciais até a ioga. Ela é a responsável pela série de exercícios cujos nomes começam com body (corpo, em inglês) – bodypump, bodystep, bodycombat e assim por diante. A Les Mills atua hoje em setenta países, e, no Brasil, há 2 000 academias que pagam cerca de 900 reais mensais pelo direito de reproduzir suas aulas. Aí reside a diferença entre as estratégias das duas empresas. A Nike nada cobra das academias por suas aulas. Em troca, elas vendem seus produtos nas lojas internas e funcionam como vitrine da marca. Não por acaso, o momento escolhido pela Nike para lançar sua aula de dança no Brasil coincide com o lançamento pela empresa de uma nova linha de roupas e acessórios (veja abaixo algumas das peças).
Além da Les Mills, a venda de programas de malhação conta com outra empresa peso-pesado especializada em quebrar a rotina nas academias: a americana Mad Dogg. Ela comercializa o spinning, método de ciclismo indoor que consiste em pedalar bicicletas que simulam subidas, descidas e curvas. A empresa tem hoje nada menos que 135 000 instrutores no mundo e 30 000 academias que oferecem o spinning. A fim de chamar atenção para a chegada de suas aulas de dança ao Brasil, a Nike promove um concurso, por meio do site YouTube, que vai premiar as melhores dançarinas com viagens para Los Angeles. É mais um incentivo para todo mundo dançar nas academias.

Fotos divulgação


BAILA COMIGO
Os lançamentos da Nike
Corset com tecnologia Dri-Fit, que facilita a eliminação do suor, calça camuflada, com corte folgado, uma alternativa às leggings coladinhas, e a nova versão Q'Vida do tênis Shox, flexível e com solado baixo, para facilitar os passos de dança.










Matérias na Vejinha
Aqui tem link para as outras duas matérias e uma nota que eu fiz para a Vejinha. Não sei se dá pra ver, acho que precisa de senha, dêem uma olhada:

14 maio, 2007

Mamãe tocou no papa

O Coral Lírico cantou para o papa na Sé. Ele entrou pela lateral e viu o coral, ficou parado, olhando pra eles e minha mãe viu. Saiu ela e mais umas três correndo pra cumprimentá-lo. Ela só alcançou a mão dele, porque ele se esticou pra cumprimentá-la.

Ela tem certeza de que ele só queria estender a mão pra ela, mais ninguém.

Os seguranças e policiais em volta não concordaram com essa teoria.

Vovó tem certeza de que foram os bispos (mortos) amigos dela que mandaram um recado através do papa para cumprimentar sua nora, dizendo a ela "estivemos sempre com você". Não duvido de mais nada.

Eu só achei a histórinha boa pra contar pros sobrinhos. Mamãe é a nova Fafá :D

10 maio, 2007

Mofo na moda

Desde ontem, SãoPaulo está com aquele aspecto estranho: todo mundo espirrando devido aos ácaros dos casacos recém-tirados de dentro do armário. O frio chegou de uma vez só ontem e com ele vieram as mais variadas combinações de roupas:

Vestidinho viscolycra com fouseaux preta e sapatinho
Essa parece ser o hit da estação. E por "hit da estação" estende-se: está em todas as vitrines da Rua José Paulino, a menos badalada, mas a mais freqüentada pelas paulistanas. Eu, inclusive.

Adorei as cores berrantes dos vestidinhos, mas estou numa briga louca com a calça por baixo. Fica uma coisa meio neo anos 80. Mas gostei de botar o vestido com calça bailarina e bota. Ficou mais a minha cara. Com um sobretudo jeans ficou "style"!

Trench coat e saias
Um clássico que deve ganhar força. Aliás, clássico é chamado assim por sempre ter força, então nunca sai de moda. Eu adoro trench coats, aqueles casacos compridos parecidos com capas de espiões da Guerra Fria. Não sou muito fã de saia, mas vou tentar usá-las mais.

Tricô
Por aqui, na redação (sempre um bom termômetro), vejo muita gente com malha-da-vovó. Não sei se vai voltar à moda ou se foi o super frio que os fez tirar tudo o que estivesse ao alcance de dentro do armário. Até os homens estão com as malhas quentinhas, mas bem feinhas. Eu tenho a minha versão em verde, ainda não a usei este ano. Em julho passado eu não saía de casa sem ela.

Jeans e moleton
Qualquer roupa fica mais elegante com um sapato clássico, mesmo um moleton com jeans (bom, não conte com isso em roupas de ginástica, mas nem precisava dizer). Tô vendo aqui um exemplar: calça jeans, moleton com capuz e sapatinho de salto preto. Ficou bom! O sapato tirou aquele aspecto desleixado do moleton.

Eu, bom.... eu sou desleixada mesmo e só uso tênis :-)

Modernosas
É legal trabalhar numa editora grande porque a gente vê de tudo: os engravatados executivos, as menininhas descoladas das revistas jovens, os mulherões das revistas femininas... Tem modelo pra tudo por aqui. Vejo que uma certa classe de jornalistas servem de modelo para as modernosas. Tenho visto, como sempre, muito cabelo curto, geométrico, meias-calças pretas escuras com vestidos de malha e casacões, vários cachecóis, mas tudo meio sóbrio.

Ontem eu saí de casa de casaco vermelho. Quis botar bastante cor num dia cinza. Me senti meio solitária: todo mundo estava de cinza, marrom e preto. A estação parece que vai ser meio "dark".

08 maio, 2007

Good Morning

Pô, como assim, pessoal?
Ninguém acordado?

Hora de levantar :-)

04 maio, 2007

Correria

Não que isso tenha mudado alguma vez, mas eu ando numa correria danada. Hoje, plena sexta-feira de fechamento, inventei de escrever um pouco.

Na minha vida profissional eu sempre me imagino numa corrida. Lembro de uma época em que eu não conseguia engrenar no trabalho, cometia muitos erros. Nessas horas, me imaginava patinando na lama, ou tropeçando. É uma boa metáfora, mas o curioso é que eu nunca me imaginei cruzando a linha de chegada. É um pouco desesperador. Parece que chegar é o fim da linha, é acabar, aposentar.

Ao mesmo tempo, também dá pra pensar que cada corrida é um projeto. Aí o fim da linha é entregá-lo. Nesse caso, a gente faz várias corridas na vida e sempre tem uma linha de chegada (e um prêmio!). Mais saudável...

É duro escrever post na sexta! Um textinho desse tamanho e eu levei quase duas horas pra conseguir terminar de tanto que me interrompem.

Tudo bem, com uns tropecinhos eu consegui terminar :-)

01 maio, 2007

Bichos de pelúcia

Eu tinha um urso chamado John. Era meu jeito de homenagear John Lennon. Ele ficava ali na prateleira entre os outros bichos de pelúcia, mas ele era especial, tinha nome de roqueiro. Eu o ganhei do meu namorado na época. Eu tinha 16 anos recém completados. Meio tarde pra brincar com bichinhos.

Até essa idade eu não tive nenhum brinquedo de menina. Tive minha bonecas, ursinho carinhoso verde (boa sorte) de plástico, até tive uma barbie. Mas eu simplesmente não me ligava nessas coisas. No colégio eu queria ser da turma dos meninos. Eu preferia jogar baralho com meus irmãos do que brincar sozinha. Acho que isso tem a ver com o fato de ter tido um irmão e duas irmãs. Além de uma montanha de primos! A casa sempre estava cheia, eu não ficava muito tempo sozinha. Eu tinha uma amiga, filha única, que tinha TODOS os melhores brinquedos lançados na época. A gente tinha uma relação de amor e ódio. Adorávamos jogar juntas, nos dávamos bem, mas a gente alimentava uma certa inveja uma da outra: eu, por ela ter todos os brinquedos que quisesse e um quarto só dela; ela, por eu ter irmãos, companhias constantes para brincar.

Depois dos vinte, lembro que eu queria ter a coleção completa de bichinhos da Parmalat. Eu adorava a vaca! Ela era fofa... Na mudança de casa, acabei me desfazendo de todos. E dos bichos mais antigos também. Tive mais alguns, mas eles perderam o sentido.

Então um dia eu casei, montei minha casa com meu marido e me dei conta que eu ainda adoro bichos de pelúcia. Só que agora eles são super hi-tech: andam, pulam, vêm no colo, pedem carinho e dão suas miadas manhosas. Meus gatos são a minha versão adulta dos bichinhos de pelúcia, exceto pelo fato de que eles se vão independente da minha vontade. Perdi um há pouco mais de um ano e ainda não aceitei isso. Ontem minha gatinha resolveu mastigar uma agulha, e me voltou toda aquela agonia de perder outro bicho. Ela ficou bem, depois de eu enfiar a mão na boca dela e arrancar de lá o tal apetrecho. Gato escaldado...

Eles me deixam um pouco preocupada, mas são a alegria da casa. Adoro minhas pelúcias andando por aí.

25 abril, 2007

Fortaleza

Odeio começar textos. Sou travada. Depois que começo a escrever, aí sai tudo com facilidade, mas a primeira linha, o título, é tudo complicado pra mim.

Pronto! já escrevi o primeiro parágrafo! Agora dá pra continuar.

Ser uma pessoa segura dá medo. Em si e nos outros. Às vezes sinto que eu preciso segurar o rojão sozinha, confiar em mim. Mas isso nem sempre acontece. É a insegurança de quem é segura demais de si. Será que eu perdi alguma coisa? Me achei tão boa que deixei passar algo importante? Segurança é confundida com arrogância.

Se eu fosse essa pessoa tão segura, seria mesmo muito chata. Ou talvez mentirosa, do tipo que fala bem de si mesma o tempo todo esperando que um dia acredite nisso de verdade. Conheço esse tipo. Eu sou criativa, esperta, talentosa, mas sou dura na hora de decidir, não acredito muito quando me dizem que eu sou bonita, tenho mais preguiça do que gostaria. Mas sou sincera comigo mesma.

Hoje é um dia como qualquer outro. Eu tinha tarefas a fazer, e as fiz. Não sei que resultado vou ter disso, mas não estou tão preocupada. Eu fiz o que me dispus a fazer e me sinto orgulhosa de mim mesma. É muito bom superar barreiras que um dia nos seguraram.

Não sei não... mas acho que hoje não há nada que me segure. Hoje eu acordei poderosa!

24 abril, 2007

Quero uma realidade paralela

Vou viver num mundo onde tudo o que eu faço sai da hora certa, meus textos fluem com perfeição, minhas palavras são sempre muito bem pensadas e não me causam nenhum tipo de mal estar. Não tenho preguiça de malhar, ganho rios de dinheiro, todo mundo me ama, todo mundo torce por mim, viajo todo ano pra Europa, não perco nenhum episódio de ER, minhas piadas são hilárias e eu não fico histérica se alguém toca só no meu ombro direito.

Mas primeiro... eu preciso terminar essa matéria.

Why can't I just do it and get it over with!?!

22 abril, 2007

To do list

- Vá até uma floricultura, compre uma única rosa colombiana jovem e dê de presente à sua avó

- Tire os papéis da sala. Todos eles, todos os que estão soltos. Se não tiver um bom lugar para guardá-los, jogue tudo no lixo

- Compre um bom sutiã. Aliás, vários. Pelo que vi, bons sutiãs nunca são demais

- Jogue fora os ruins. Vai fazer o que mais com eles?

- Preste atenção ao que acontece à sua volta no trabalho, justamente naquela hora em que geralmente você está em outro mundo, ouvindo música ou lendo alguma bobagem

- Volte na sua sorveteria preferida na infância e peça pela casquinha dupla dos seus sabores prediletos. Minhã irmã, na Brunella, pedia as duas bolas de uva. Ninguém entendia nada

- Quando for ver o seu filme preferido - de novo -, pelo menos faça-o com uma boa companhia

- Vá na aula de Body Combat!!!

- Me chame para a próxima balada :-)