13 janeiro, 2009

Dia de preguiça

Em casa, de lingerie, comendo açaí com banana e assistindo o bom e velho Barrados no Baile no meio da tarde.

Parece o exato equivalente a uma tarde toda no sofá, de uniforme, comendo brigadeiro e assistindo desenhos nos anos 80.

12 janeiro, 2009

19 anos atrás

Um dia, aos 11 anos, minha mãe insistiu em me levar para assistir a ópera "O Amor das Três Laranjas", no Teatro Municipal. Minha mãe faz parte do coral lírico e obviamente estava no palco. Me lembro de estar sentada nas primeiras fileiras quando vi um homem LINDO entrar em cena.

Ele fazia parte do Opera de Lyon, companhia francesa que veio ao Brasil participar da festa. Ele era o vilão, barítono, olhos claros, cabelo comprido e bem dark. Me apaixonei.

Fui em mais umas quatro apresentações da peça, vidrada no homem, que obviamente era muito mais velho do que eu. Acabei participando da tradicional pizzada do coro no final da temporada, junto com os solistas. Sentei pertinho dele, tentei até falar algo em francês - eu tinha aulas no colégio, mas isso obviamente não ajudou muito.

No final das contas, fiquei com a lembrança de ter me apaixonado por um homem francês, bem mais velho e inatingível. Escrevi na minha agenda de 92, aos 12 anos.

Hoje, eu abri a agenda. Estou com ela em mãos pra mostrar às minhas alunas israelenses como eu era quando tinha a idade delas. Achei a história do francês e o nome dele: Vincent Le Texier.

Detalhe: hoje nós temos o bom e velho Google!!!! Então, com vocês, Vincent Le Texier! Francês, cinquentão, barítono e meu amor de adolescência!


E aí? Aprovado?

11 janeiro, 2009

Is this mind block ever going to end?

Há muito tempo eu escrevo textos e, no meio da história, depois de apagar tudo algumas vezes, eu simplesmente desencano.

Nada interessante saindo da cachola.

Sugestões?

08 janeiro, 2009

Sobrevivemos!

Foram cerca de 50km de trilhas pela Mata Atlântica, alguns tênis arrebentados, muitos tombos (por parte dele, principalmente), uma coluna doída, muita chuva, banho frio e praias lindas!

Demos a volta na ilha em cinco dias. Depois de 15km no primeiro dia, já apelei para o barco! Mas não teve jeito, fizemos muitas outras trilhas no caminho. Inesquecível.

Outros quatro dias num camping pra lá de esquizofrênico. Valeu a pena!

Mais dois dias em Abraão, fazendo nada além de comer. Ali, recuperei todos os quilos perdidos nas trilhas!

Voltei mais durinha, cansada e douradinha!

25 dezembro, 2008

Caso não esteja me achando...

... é porque estou brincando de Survivor Ilha Grande com Marcelo e mais uns dez amigos até dia 06 de janeiro!

Celular, claro, ficou em casa

Caso precise falar comigo com muita urgência... er... bem, vai ter que esperar até dia 06 mesmo...

Feliz ano novo!

23 dezembro, 2008

E nos 45 do segundo tempo...



Sim! Nós fomos!

18 dezembro, 2008

Amigos Gays, por favor:

Me digam o que acharam da notícia abaixo. Alguém aí conhece um único exemplo de "volta ao armário"?

Canal 1: personagem gay de "A Favorita" vai terminar hétero e com Deborah Secco

Apesar de ter sido apaixonado por Halley (Cauã Reymond) por toda a trama, o homossexual Orlandinho, personagem de Iran Malfitano em "A Favorita", vai "mudar de time" no final da novela.

De acordo com o blog do colunista Flávio Ricco, foi o próprio ator quem entregou o final da trama em entrevista na manhã desta quarta (17) no programa "Mais Você".

Orlandinho vai terminar com Céu (Deborah Secco), com quem tem um casamento que começou como sendo de aparências, mas que vem mudando nas últimas semanas, com os dois dormindo juntos com mais frequência.

Além de ficar com Céu, Orlandinho vai passar a fazer a linha "machão", como já indicam as cenas em que ele bate em dois homens que paqueravam sua mulher e que foram ao ar esta semana.

A decisão de "transformar" o personagem homossexual, de acordo com Flávio Ricco, foi tomada pelo autor João Emanuel Carneiro com base em pesquisas de aprovação.

12 dezembro, 2008

Comparando abelhas com rinocerontes

O governo dos EUA anunciou que pretende despejar 700 bilhões de dólares na indústria automobilística, que já subiu no telhado há algum tempo. A GM é a primeira da lista que está pra cair, seguida da Chrysler de perto e da Ford, um pouco melhor das pernas. Em tempos de crise, a última coisa que se pensa é em comprar carros, então o setor esfria geral. Nos EUA, são coisa de 250 mil empregos diretos, fora os indiretos. Segundo as empresas, a indústria automobilística afeta a vida de cerca de 10% dos americanos. Ou seja, 30 milhões de pessoas.

Alguém reparou na cifra? SETECENTOS BILHÕES DE DÓLARES

Em 2006, um ano após a devastação em Nova Orleans pelo furacão Katrina, computava-se que o governo tinha destinado 77 bilhões para a reconstrução dos três estados atingidos: Alabama, Louisiana e Mississippi - e até o momento, havia gasto 33 bilhões. Aqui se fala num total de 12 milhões de pessoas.

O que eu to vendo aqui, e por favor, me digam se perdi algum detalhe, é que o governo americano destinou aos afetados pela maior catástrofe natural já ocorrida no país coisa de CINCO por cento do que pretende despejar agora em um mercado industrial, que se gaba de atingir diretamente pouco mais que o dobro da população atingida pelo Katrina.

Talvez seja o mesmo que comparar abelhas com rinocerontes, verdade, mas é impossível não fazê-lo. De um lado temos uma indústria que, se quebrar, certamente gerará um agravamento da crise mundial. Claro que é preocupante, mas não vejo como isso deve receber 20 vezes mais dinheiro do que uma população já carente, que perdeu tudo o que tinha por causa de um desastre natural, que continua sentindo os efeitos do furacão em suas vidas até hoje e que, em nenhum momento, receberam uma atenção decente de seu governo local.

Então, das duas, uma: ou as vítimas do Katrina deveriam receber uns 300 bilhões para reerguer suas vidas, o que daria uns 25 mil dólares por cabeça – como se cada cidadão dos três estados tivesse acertado cinco números na mega sena -, ou o valor destinado às montadoras está, assim, um pouquinho superior ao aceitável.

Acalmem-se, ainda não comparei a ajuda do governo brasileiro aos bancos com o que destinaram a Santa Catarina.

No mínimo, uma tristeza.
Dá licença, um recadinho pro meu amor

Po, se você não está aqui pra me fazer ficar quieta e desligar TV, computador e tal, dá nisso. Fico acordada direto. Os gatinhos me seguem pra lá e pra cá, as roupas, de um modo muito estranho, continuam exatamente no mesmo lugar (no chão, claro), a cama está absurdamente grande e eu morro de saudades de você.

Vai ver só o que eu vou fazer quando te encontrar...

03 dezembro, 2008

Deja Vu

Tá passando "O Retorno da Múmia" no Warner Channel

Uau, nunca tinha visto esse filme...

27 novembro, 2008

Sem sono

Preguiça de pregar o olho.

Às vezes parece que temos que nos esforçar tanto pra descansar...

Nem tô afim...

19 novembro, 2008

Tudo pelo social

Há alguns anos, fiz uma entrevista para uma vaga de mestrado em uma universidade britânica. Juntei meu material e lá fui eu enfrentar um inglês. Mostrei alguns artigos, uma revista sobre TV Digital e o meu projeto experimental de conclusão de curso. Fiz uma revista que avaliava o trabalho de 6 anos do governo FHC na área social.

Ele me parou aí.

A pergunta tinha uma cara de quem já ouvira aquilo tantas vezes que não entendia mais qual era o sentido: "Por que cada um que vem aqui falar comigo tem sempre algum projeto social? Parece que não há outro assunto."

Pois é. Há muitos projetos, prêmios, reportagens, ONGs por aqui voltadas para projetos sociais. Temos muitos também sob o prisma ecológico e educacional, muitas vezes estes se misturam com o social, inclusive. Ao que parece, todo mundo tem o seu projetinho social pessoal. Seja ele contribuir via internet para uma instituição longínqua ou ser responável por uma escola de música na periferia, cada um alimenta seu sentimento de ajudar ao próximo conforme acha conveniente.

O inglês não entendeu nada. Tenho certeza de que ele viu projetos e reportagens de todos os tipos. Existe material de sobre no Brasil sobre milhões de assuntos, desde teatro, cultura, educação, carros, tecnologia até o ramo de luxo, moda e festas. Claro que por aqui tem de tudo, mas os prêmios não abragem qualquer coisa. O que tem de prêmio para trabalhos sociais por aqui não está escrito.

Mas não poderia ser diferente. O Brasil é um país lindo, de natureza abundante, sem desastres naturais e enorme. Essa combinação fez com que o país tivesse condições de manter uma ótima qualidade de vida, mesmo sem precisar de investimentos massivos em "detalhes" como saneamento básico. O crescimento das grandes cidades não foi programado. Os problemas de 100 anos atrás eram outros, ninguém estava preocupado se ia caber todo mundo naquele pedaço de terra.

Com isso, crescemos para ser o grande e belo país subdesenvolvido da América do Sul. O país da soja, da agricultura, da matéria-prima. A cultura de investir nas pessoas e compartilhar o pouco que tem não existe por aqui porque nunca tivemos pouco. Me lembro de ouvir uma frase dita por uma imigrante japonesa quando viu um saco de lixo estourado na rua cheio de arroz, provavelmente o que sobrou de um almoço de família: "Eles fazem isso porque nunca passaram por uma guerra".

A verdade é que a bênção de nunca termos passados grandes necessidades por causa de guerras, furacões, terremotos ou tsunamis nos transformou em gastadores de energia, portanto, pessoas mais egoístas.

O grande problema do Brasil, que ganha a maior parte da atenção dos projetos sociais, é justamente a miséria. Ela é o resultado de séculos de descaso com o desenvolvimento do país. Seca no sertão nordestino, índios quase extintos, favelas que surgem e crescem nas cidades a todo instante, falta de cuidado com educação, falta de emprego. Não poderia ser diferente: no Brasil, o projeto social de cada um é necessário.

É claro que o inglês não entende. Ele sempre viveu no primeiro mundo, enfrentou guerras, se preparou para tempos difíceis e até hoje tem muito, muito dinheiro. Mas continua frio, gelado, distante e egoísta. O Brasil não tem dinheiro, mas vive bem com o que tem. O Brasileiro tem o costume de ser feliz, positivo, receptivo e amoroso, mesmo se a grana tá curta.

Minha vida é um microcosmo do que acontece no país: sem grana, mas em pleno estado de felicidade.

É bom estar aqui. É bom fazer projetos sociais. Dane-se o inglês.

10 novembro, 2008

O dia em que ele me deixou

5 de fevereiro de 2006. Acordei às 10h30 de súbito. Sabia que era essa a hora que ele acordava. Senti algo estranho, uma energia, uma força que me pôs de volta na cama. Não era pra levantar. Só pensava nele, em como ele estava, se precisava de mim. Pensei em ligar, mas não fiz nada, só dormi.

Mais tarde, depois de acordar direito, resolvi ligar pra ele. Atendeu a recepcionista, que rapidamente me transferiu. Fiquei sem ar, aquela atitude não era nada comum. Eu sabia que não era boa notícia. Atende a doutora.

- Juju, me desculpe. Ele se foi. Às 10h30 botei ele na maca, quando olhei pra ele, ele morreu.

Eu nunca mais o vi. Não fui me despedir, seria doloroso demais. Em vez disso, fui a um restaurante, tomei três caipirinhas, passei a tarde toda bêbada, vi três filmes. Tudo pra tentar não sentir aquele aperto absurdo de tê-lo perdido pra sempre.

O nome dele era Merlin. Era amarelo rajado como a mãe. Tinha pouco mais de um ano e muita energia. Não suportou quando me mudei de um apartamento com jardim para um que nem na janela ele podia ir direito.

Muita, muuuita saudade do meu primeiro gato.

07 novembro, 2008

Vai dar certo

Eu tenho uma vontade de fazer uma coisa, que depois virá de uma outra coisa, que vai resultar em uma outra coisa que...

Enfim, quero que funcione.

Digam que vai funcionar...

04 novembro, 2008

Sou só eu...

... que acho a Scalett Johansson feia?




Tá, talvez feia seja meio forte, mas eu nunca vi nada de mais na moça.


Achei a irmã mais velha dela, Vanessa, muito mais interessante:


24 outubro, 2008

Toda família tem um louco

Preste atenção. Olhe para seus pais, irmãos, tios, primos. Repare nas conversas, no jeito que cada um se comporta. Dá pra notar que tem sempre um ali que não se encaixa muito bem no contexto. E ele nem é o adotado, esse aí muitas vezes é quem tem que resolver a parada toda. O louco tem o mesmo DNA que você, meu bem.

O louco da família pode ser de vários tipos. Aliás, dependendo do tamanho da sua família, dá pra ter até mais de um tipo de louco. Isso se a abrangência for de três a quatro gerações (avós, tios, primos, sobrinhos), aí é certeza que tem uns dois tipos, pelo menos. Mas ali, entre você, seus irmãos e seus pais, tem louco com certeza. Olha bem de perto.

O louco espontâneo
Já começo com a minha categoria logo (Hã? Alguém tinha dúvidas que eu sou a louca da minha família? Claro que sou!).
O espontâneo é aquele que já chega abalando, abre a porta aos gritos de "Oi família!", faz bagunça, dá opinião sem ser chamado... no meu caso, gosto muito de botar uma música alta e ficar chacoalhando a minha mãe enquanto ela - tenta - fazer o almoço, mais ou menos como ela fazia quando eu era pequena. Os espontâneos também não sabem muito quando calar a boca. Melhora depois dos 30 - finalmente!

O louco compulsivo
Tudo com ele tem que ser ali na hora, daquele jeito. Todo mundo TEM-QUE-IR na casa da mamãe no domingo pro almoço porque PRE-CI-SA ser assim. Ele é metódico, muitas vezes obriga a família inteira a mudar a rotina por causa dele. Estes, quando crescem, viram ótimos profissionais e sobem rápido na vida - mas são péssimos chefes.

O louco ranzinza
Tá todo mundo no parque, na fila para a montanha-russa e ele lá, com a tromba, reclamando. E geralmente ele já passou a fase deprê adolescente há muito tempo! É aquele tipo que se tranca no quarto e não sai o dia todo. De noite, vai para a sala e é mandado de volta pro quarto porque ninguém aguenta as reclamações. Se não toma logo um rumo na vida, vira funcionário público mesmo.

A louca religiosa
Impossível não notar a presença dela. Já chega dando passes em todo mundo, sorri para o além, comenta que a sua aura está num tom pastel muito agradável hoje (aê, pastel...). Se te vê com alguma carinha triste, já te puxa pra rezar ali rapidinho, te faz ajoelhar no altar, diz que sente que fizeram um trabalho pra você e te passa uma simpatia com grãos de arroz pra ser feita em casa, nada de mais. Aí você olha com aquela cara de c... pros grãos e leva pra casa, pra jogar fora no caminho. Aí você não joga fora porque, claro, você é uma daquelas céticas que sabem que as bruxas existem...

O louco que não bate bem meeeesmo
Ah, não vai dizer que na tua não tem, porque é mentira! Toda família tem um pirado que ninguém quer ficar muito perto, aquele tio zuretinha, aquela sobrinha espivetada, o vovô pinel, senil, o que seja. O louquinho de pedra pode já ter feito de tudo na vida e descobriu que a vocação dele é não fazer nada mesmo e viver às suas custas, ou é aquela vó que cuidou da família inteira sozinha e pirou - claro - depois que todo mundo cresceu.

O louco inconsequente
Esse tá sempre de carro novo, muda de casa, de namorada, sempre bem vestido e volta-e-meia chega pra você e diz "poxa, tem como você me arranjar uma grana?". Poxa, cara. Parece até que eu trabalho pra te ver feliz, né? Pois é. Esse aqui, com grana na mão, é um problema pro clã inteiro. Pelo menos, quando ele tá quebrado, não arranja tanta encrenca.

O louco que ficou nos anos 70
O tipo do tio que tá sempre um pouco mais doidão que o seu irmão adolescente que acabou de descobrir a maconha. O cara só anda de bandana na cabeça, óculos redondinho, barba, cabelão grisalho comprido e colete indiano, só ouve Fleetwood Mac, Jethro Tull, Pink Floyd, Jovem Guarda e Raul. Das duas, uma: ou esse tio te vê só três vezes por ano (Natal, Páscoa e algum diazinho nas férias), que é quando ele sai lá do sítio pra visitar a mãe, ou o cara teve uma idéia absurda de alguma coisa e virou um puta milionário, aí você não vê o cara nunca mais.

Mais algum louco na sua vida?
Airbone:

Vou lançar o "Movimento Coma Saudável - principalmente se você for o professor da academia!!!"


Pessoa magra... me mata de inveja.

22 outubro, 2008

Vontade de...

... comer um abacaxi maduríssimo bem doce e super gelado

... passar mais uma semana jogada na areia olhando o mar

... fazer uma caminhada com meu amigos da academia num parque (poxa... VAMOS????)

... colocar mais lâmpadas em casa

... deitar com meus gatos na cama, ouvindo as crianças cantando na escola ao lado, sem hora pra levantar

... relaxar, relaxar, relaxar...

08 outubro, 2008

Sim, sou eu

Olhos bem marcados, lábios vermelhos, corset de látex, blusa preta, sutiã vermelho e bolsinha de corset.

Página 49 da edição de outubro da revista Nova.

Matéria sobre o Projeto Luxúria.

Pois é, sou eu :-)

30 setembro, 2008

Could that happen to anyone other than me...


















Come and relax now
Put your troubles down
No need to bear the weight of your worries
You let them all fall away

I find sometimes it's easy to be myself
Sometimes I find it's better to be somebody else

When I was young, I didn't think about it
Now I just can't get it off my mind

I eat too much
I drink too much
I want too much
Too much


Knock knock on the door
Who's it for, nobody in here
(Look in the mirror my friend)

You cannot quit me so quickly
Is no hope in you for me
No corner you could squeeze me
But I got all the time for you, love



Minha homenagem ao show de Dave Matthews neste domingo. Mais uma vez, uma delícia...